A Maternidade do Hospital Provincial da Matola voltou a receber grávidas depois de mais de um ano encerrada e, nos primeiros quatro dias de funcionamento, registou 67 partos, dos quais 39 foram normais e 28 realizados por cesariana.
A reabertura marca uma nova fase para a unidade sanitária, que nos últimos anos esteve envolvida em várias denúncias e polémicas relacionadas com a assistência materno-infantil.
A maternidade encerrou os serviços no dia 16 de Junho de 2025, para permitir a realização de obras de requalificação e reorganização. Durante o período de encerramento, as utentes foram encaminhadas para outras unidades sanitárias da região.
Antes da interrupção dos serviços, o hospital tinha sido alvo de denúncias de alegada violência obstétrica, maus-tratos e cobranças ilícitas, situações que provocaram preocupação entre utentes, familiares e activistas.
Entre os casos que tiveram maior repercussão esteve o chamado “Caso Leila”, envolvendo uma jovem submetida a uma cesariana. Segundo denúncias divulgadas na altura, a família questionou a remoção do útero e o paradeiro do bebé, que teria sido declarado morto pela unidade sanitária.
Também foram relatados casos de alegado desaparecimento de recém-nascidos e cobranças indevidas a parturientes, tendo alguns profissionais sido constituídos arguidos no âmbito de investigações relacionadas com as denúncias.
Agora, com a retoma dos serviços, os 67 partos registados nos primeiros quatro dias são apresentados como um dos primeiros sinais do funcionamento da maternidade nesta nova fase.
