O Conselho Nacional da RENAMO aprovou a expulsão de António Muchanga do partido, após uma votação realizada na manhã desta quinta-feira, em Maputo. A decisão contou com 13 votos favoráveis e dois contra, num processo que gerou divergências entre os membros da direcção.
O assunto começou a ser debatido na noite de ontem, mas os trabalhos foram interrompidos e a discussão transferida para a manhã desta quinta-feira, depois de o tema ter sido definido como o primeiro ponto da agenda do encontro.
Fontes ouvidas indicam que a secretária-geral da RENAMO, Clementina Bomba, já tinha manifestado, na noite de ontem, a sua oposição à expulsão de membros do partido. Segundo uma das fontes, a dirigente receava que a medida provocasse uma forte contestação interna, sobretudo devido à influência e ao número de apoiantes de alguns dos visados, situação que poderia levar outros membros a abandonar a formação política em solidariedade.
Com a retoma dos trabalhos, a proposta de expulsão de António Muchanga foi submetida à votação e acabou aprovada pela maioria. Votaram contra a medida Ivan Mazanga, líder da Liga Juvenil da RENAMO, e Clementina Bomba, secretária-geral do partido.
Entretanto, António Muchanga não era o único nome apontado para possíveis procedimentos disciplinares. Até à noite de ontem, fontes mencionavam outros cinco membros que poderiam ser chamados a debate para uma eventual expulsão: João Machava, Edgar da Silva de Jesus, Arone Alfiado Lavanhane, Torina Francisco Miquitae e Orlando Cuna.
Contudo, apenas o caso de António Muchanga foi levado à discussão, culminando com a aprovação da sua expulsão do partido.
Permanece, assim, por esclarecer se os restantes cinco membros inicialmente mencionados serão igualmente submetidos a processos disciplinares ou se os seus casos terão outro encaminhamento no seio da RENAMO.
Fonte portal Moz News
