A Vila Municipal de Homoíne, na província de Inhambane, vive um clima de contestação na sequência da alegada cedência do histórico parque infantil da vila a um investidor de origem chinesa.
O espaço, considerado pelos moradores como parte da memória colectiva de várias gerações e existente desde o período colonial, terá sido destinado à construção de um supermercado e de empreendimentos habitacionais.
A decisão atribuída ao Conselho Municipal tem provocado críticas entre os munícipes, que defendem a preservação e requalificação do parque infantil. Alguns cidadãos questionam ainda os critérios utilizados para a afectação do espaço e pedem esclarecimentos sobre a legalidade do processo.
A preocupação aumenta pelo facto de o empreendimento estar localizado nas proximidades de instituições públicas, como o Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia (SDEJT) e o Serviço Distrital de Planeamento e Infra-estruturas (SDPI). Os moradores temem que o aumento da actividade comercial naquela zona possa afectar o funcionamento normal dos serviços.
Em resposta às preocupações levantadas, a presidente do Conselho Municipal de Homoíne, Jovial Setina, terá explicado que se trata de um acordo de exploração de longo prazo, apontando igualmente para a expectativa de criação de cerca de 50 postos de trabalho.
Apesar dos esclarecimentos, parte dos munícipes continua a contestar a retirada do espaço de lazer, defendendo que o parque representa um património histórico e social da vila e que qualquer intervenção deveria considerar os interesses da comunidade, sobretudo das crianças.
A polémica permanece em aberto, enquanto os cidadãos aguardam mais esclarecimentos sobre os termos do acordo e o destino definitivo do espaço.
Fonte radio comunitária Gensom
