O director do Centro de Saúde do Posto Administrativo de Inchope, no distrito de Gondola, em Manica, denuncia alegados casos de corrupção envolvendo mulheres grávidas que colocam dinheiro no interior das fichas clínicas, supostamente com o objectivo de facilitar o atendimento na unidade sanitária.
Segundo o director, três mulheres foram recentemente surpreendidas com 100 meticais cada, colocados no interior das respectivas fichas, durante uma ronda de rotina realizada no centro de saúde.
Perante a situação, o responsável chamou a Polícia da República de Moçambique (PRM), que se juntou à direcção da unidade sanitária para sensibilizar as mulheres sobre os riscos e consequências de actos de corrupção.
O director considera preocupante a prática, sobretudo porque, segundo explicou, os serviços de saúde materno-infantil são públicos e devem ser prestados sem qualquer pagamento informal.
A nossa reportagem deslocou-se a Inchope para apurar os factos e ouviu a direcção do centro de saúde, que garantiu ter adoptado uma política de tolerância zero à corrupção.
Hebety Teresa, director do Centro de Saúde de Inchope, disse que a instituição pretende trabalhar em coordenação com a Polícia para identificar e combater quaisquer actos de corrupção que possam ocorrer naquela unidade sanitária.
“Qualquer tentativa de pagamento informal será recusada e denunciada”, reiterou o director.
A direcção do centro de saúde apela às utentes para denunciarem eventuais cobranças ilícitas e reafirma que o atendimento materno-infantil deve decorrer de acordo com as normas estabelecidas pelas autoridades de saúde.
