APÓS FLAGRAR MARIDO E IRMÃ NA CAMA, MULHER DIZ TER COMPRADO “ESPÍRITO MAU” PARA MATAR OS DOIS, MAS A MÃE ACABOU POR MORRER

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Uma mulher residente na localidade de Chiremera, distrito de Vanduzi, província de Manica, diz estar arrependida de ter recorrido, em 2012, àquilo que chama de “magamba” — um espírito mau — com a intenção de matar a própria irmã e o marido, depois de alegadamente os ter flagrado a manter relações sexuais.


Segundo Rosita Airone, após surpreender a irmã mais nova e o seu marido juntos numa das casas onde a irmã dormia, decidiu comunicar o caso à família, que posteriormente tentou resolver o conflito no seio familiar.


Rosita conta que, apesar dos conselhos recebidos para manter a calma, não conseguiu ultrapassar a situação e decidiu procurar ajuda tradicional para, segundo o seu relato, provocar a morte dos dois.


No entanto, afirma que o resultado foi diferente do que esperava: a sua mãe acabou por morrer.


“Eu surpreendi minha irmã e meu marido a fazerem relação amorosa e ganhei coragem de ir comprar magambas para matar os dois. Mas aquele espírito mau, em vez de tirar a vida às pessoas desejadas, foi matar a minha mãe”, confessou.


A mulher afirma ainda que, após a morte da mãe, ocorrida em Setembro de 2012, um dos seus filhos teria adoecido. Segundo Rosita, durante consultas com médicos tradicionais, a família foi informada de que ela seria responsável pela morte da mãe.


“A partir dessas consultas dos médicos tradicionais, toda a família ficou a saber que eu é que havia tirado a vida da minha mãe e todos ficaram contra mim. Desde aquele ano de 2012 até hoje, ninguém me quer”, contou, visivelmente emocionada.


Rosita diz que, desde então, enfrenta dificuldades na sua vida e que os seus filhos também adoecem frequentemente. De acordo com o seu relato, durante consultas tradicionais, a família teria sido informada de que o espírito da mãe estaria a exigir uma espécie de “indemnização” pela sua morte.


A mulher afirma que lhe teria sido exigida uma das suas filhas e uma quantia em dinheiro, situação que, segundo ela, é rejeitada pelo ex-marido (pai dos filhos).


“Desde aquele ano, minha vida não andou bem. Eu e os meus filhos andamos doentes. Sempre que vou às consultas tradicionais, o espírito da minha mãe costuma reivindicar indemnização. Está a querer uma das minhas filhas e um valor, mas o meu marido está a negar entregar uma delas ao espírito da minha mãe”, relatou.


Apesar de terem passado 14 anos desde o episódio, Rosita decidiu contar a sua história à Rádio Comunitária GESOM, dizendo procurar orientação para lidar com o sofrimento que afirma carregar desde a morte da mãe.


“O que faço agora?”, questiona a mulher, que diz estar profundamente arrependida da decisão tomada em 2012.

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