O presidente do partido ANAMOLA, Venâncio Mondlane, justificou publicamente as recentes exonerações e reestruturações na liderança da organização política.
Numa transmissão em direto realizada a partir da Tailândia, o líder partidário abordou a existência de supostas infiltrações e tentativas de corrupção, assegurando que avançará com o afastamento de qualquer membro que coloque o projeto político em risco.
Embora não tenha mencionado diretamente o nome de Dinis Tivane — cuja saída da Comissão Executiva Nacional foi recentemente confirmada pelo porta-voz do partido, Alberto Manhique —, Mondlane sublinhou que a gestão interna exige firmeza.
O presidente do ANAMOLA enfatizou que existem decisões estruturais que não podem ser tomadas com base em laços de amizade ou romantismo, mas sim com o objetivo de manter a integridade da força política.
As declarações surgem num momento de forte reestruturação interna no seio do ANAMOLA.
O processo de mudanças na liderança teve início em setembro com o afastamento de Messias Uarreno da Secretaria-Geral.
Seguiu-se a substituição de Dinis Tivane no cargo de porta-voz nacional por Alberto Manhique e, mais recentemente, a exclusão do mesmo da nova composição da Comissão Executiva, oficializada a 28 de outubro.
Mondlane concluiu reforçando que, apesar de alguns membros se poderem sentir injustiçados, a prioridade máxima continuará a ser a salvaguarda do projeto partidário.
