Nomeação de Governador do Banco de Moçambique Alvo de Forte Contestação em Carta Pública ao Presidente

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 O ativista de direitos humanos Adriano Nuvunga emitiu uma carta pública direcionada ao Presidente da República, contestando veementemente a nomeação de Waldemar de Sousa para o cargo de Governador do Banco de Moçambique. O documento, datado desta terça-feira, 1 de setembro de 2026, classifica a decisão como uma "afronta à confiança pública" devido a uma alegada acusação de infrações financeiras ligadas ao caso das Dívidas Ocultas.

Segundo a denúncia exposta na missiva, uma fonte do Tribunal Administrativo terá confirmado que o processo judicial contra o recém-nomeado dirigente continua em curso
O ativista questiona a legalidade e a ética de se colocar na liderança do banco central um indivíduo acusado de irregularidades cometidas no exercício de funções dentro da própria instituição, sublinhando que cargos públicos de alta relevância devem obedecer a critérios rigorosos de integridade e idoneidade.

A carta sublinha o impacto social devastador do escândalo das Dívidas Ocultas, associando-o diretamente à falta de medicamentos nos hospitais, escassez de escolas, desemprego e dificuldades económicas para milhões de famílias moçambicanas. Nuvunga apela ao Chefe de Estado que reconsidere a nomeação até que a situação processual de Waldemar de Sousa esteja esclarecida e exige que o Tribunal Administrativo justifique a demora na tramitação do processo.

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