As vítimas das inundações no bairro das Mahotas, na cidade de Maputo, denunciam uma vaga de perseguições e o desaparecimento de familiares, após terem as casas demolidas sob condução da Unidade de Intervenção Rápida (UIR) na área onde haviam sido reassentadas, no bairro de Romão.
A viver ao relento na rua, em frente ao terreno vedado por um alegado novo proprietário, o grupo relata que cinco homens foram levados na última quarta-feira por desconhecidos em viaturas de alta cilindrada, sob pretexto de irem ao tribunal, permanecendo em paradeiro incerto. Na madrugada deste sábado, por volta das zero horas, a comunidade foi ainda ameaçada por sete homens armados que exigiram a sua retirada do local.
Os desalojados acusam a secretária do bairro, em conluio com a polícia e a edilidade, de orquestrar a expulsão e as intimidações. Segundo as vítimas, a própria responsável acompanhou o reassentamento e cobrou valores para a emissão de DUATs, mas nega agora qualquer envolvimento.
Perante o silêncio do Conselho Municipal da Cidade de Maputo e a actuação policial, as famílias exigem a localização dos seus parentes e a devolução do direito à habitação.
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