Até à terceira classe, uma criança não pode passar sem saber ler e escrever”, afirma Samaria Tovela

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“Até à terceira classe, uma criança não pode passar sem saber ler e escrever”, afirma Samaria Tovela

A garantia da qualidade do ensino e o combate à aprovação artificial de alunos sem competências mínimas estão no centro da discussão educativa actual. Em declarações recentes, a ministra da Educação e Cultura, Samaria Tovela, veio a público refutar categoricamente qualquer orientação ministerial que promova a passagem automática de estudantes.

Segundo a denúncia da ANAPRO, o problema surge quando direcções escolares, motivadas pelo desejo de apresentar estatísticas de sucesso escolar positivas e justificar o trabalho desenvolvido nas instituições, exercem pressão sobre os professores para aprovar alunos que ainda não demonstraram as competências necessárias. Contudo, a governante foi firme ao sublinhar que não existe tal diretriz oficial.

A posição oficial do ministério estabelece que, até à terceira classe, nenhuma criança deve transitar de ano sem saber ler e escrever. A governante destacou que o objectivo central é garantir que os alunos consolidem as bases essenciais da leitura e da escrita desde o início da escolaridade, combatendo falhas graves que se manifestam em anos avançados do ensino primário.

“Até à terceira classe, uma criança não pode passar sem saber ler e escrever. Esse é o nosso foco hoje”, enfatizou Samaria Tovela à MBC.

Apesar das orientações e do foco na exigência académica, o ministério reconhece que persistem desafios no terreno, com casos de alunos em classes mais avançadas que continuam a enfrentar dificuldades severas de leitura. Para inverter este cenário, o plano governamental passa pela capacitação distrital, com o intuito de alargar a formação e o acompanhamento aos distritos para que estes possam administrar avaliações a nível local de forma mais rigorosa.

Igualmente importante é a monitoria pedagógica, que visa assegurar que as direcções locais e distritais consigam acompanhar de perto o processo de ensino e aprendizagem nas escolas. A estratégia complementa-se com a formação contínua de professores, em que o ministério pretende intensificar a capacitação dos docentes para além da simples avaliação dos alunos, dotando-os de melhores ferramentas para a produção de materiais de apoio à aprendizagem.

A medida reforça o princípio de que o mérito escolar e a avaliação rigorosa devem sobrepor-se a pressões estatísticas, assegurando a transparência e a eficácia do sistema educativo.


Fonte MOZNEWS 

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