Uma mulher chora a perda da sua filha de três anos e a impossibilidade de ter assistido ao seu funeral, após ter sido denunciada pelo ex-parceiro por alegado homicídio.
Segundo a progenitora, a criança encontrava-se bem e saudável antes de ir descansar, tendo deixado de reagir momentos depois quando tentou acordá-la para ir ao banho.
Ao notar que a menor não reagia, a mãe pediu ajuda aos vizinhos do quintal onde reside, tendo a menor sido levada ao centro de saúde mais próximo e, posteriormente, transferida para o Hospital Provincial da Matola, onde foi declarado o óbito.
Após ser informado sobre a morte, o pai da criança assumiu os preparativos do funeral, opondo-se a que a cerimónia decorresse na sua residência uma vez que a menor nunca tinha vivido com ele, mas também foi recusada a ideia de seguir na casa de renda onde vive a mãe. Ficou acordado que as exéquias decorreriam num cemitério familiar.
No entanto, no dia marcado para o enterro, o progenitor articulou a ida da mãe ao hospital sob o pretexto de assinar documentos e reconhecer o corpo, local onde ela foi abordada por agentes do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) e conduzida para interrogatório sob suspeita de ter asfixiado a própria filha.
O SERNIC acabou por restituir a liberdade à mulher por falta de fundamento legal para manter a custódia.
Devido à detenção para averiguações, a mãe e a irmã mais velha da vítima ficaram impedidas de acompanhar o funeral e desconhecem, até ao momento, o local exacto onde a menor foi sepultada.
A visada e a sua família repudiam a conduta do pai e da sua actual esposa, que supostamente assumiu o papel de mãe nas cerimónias, recordando que o progenitor já respondia por um processo judicial por incumprimento da prestação de alimentos.
Por seu turno, o pai da menor disse à Miramar que as acusações não correspondem à verdade. O progenitor explicou que apenas solicitou a realização de uma autópsia, tendo o SERNIC intervindo e conduzido a ex-parceira para interrogatório, enquanto as cerimónias fúnebres prosseguiam na residência e no cemitério familiar.
Fonte TV Miramar
