Uma mulher foi detida pelas autoridades no município do Bailundo, província do Huambo, sob a acusação de ter assassinado o seu próprio filho de apenas quatro meses. O crime terá ocorrido no último fim-de-semana e está a gerar uma forte vaga de consternação entre a comunidade local.
Segundo informações avançadas pela página Gingona Comunica e veiculadas pelo Musseque News, a suspeita terá confessado o ato às autoridades. Em depoimento, a mulher justificou o homicídio devido à rejeição familiar e à ausência de apoio do progenitor.
A agressora explicou que mantinha relacionamentos com múltiplos parceiros antes da gestação e que, após o nascimento, o seu namorado se recusou terminantemente a assumir a paternidade da criança.
Ainda de acordo com as declarações da própria acusada, a pressão psicológica exercida pelo seu círculo social mais próximo foi determinante para o desfecho trágico. "Tirei a vida do meu filho porque não tinha pai. Os meus vizinhos e familiares chamavam o meu bebé de 'filho do pecado'", terá afirmado a detida.
O caso reabre o debate público em Angola sobre as graves consequências da estigmatização social, a extrema vulnerabilidade de menores em contextos familiares desestruturados e a premente necessidade de assistência psicológica e social por parte das instituições estatais.
O Serviço de Investigação Criminal (SIC) prossegue com as diligências para apurar as circunstâncias exatas da ocorrência.
