A família de uma jovem de 20 anos acusa o marido, de aproximadamente 68 anos de idade, de impedir que ela e o filho de dois anos recebessem assistência médica, apesar de ambos apresentarem um quadro de saúde considerado grave.
O caso ocorreu na localidade de Nhaurombe, distrito de Sussundenga. Segundo familiares, o homem, identificado como membro da igreja Johane Marangue, teria preferido recorrer a orações e práticas religiosas, alegadamente com base na doutrina da congregação, em vez de levar os doentes a uma unidade sanitária.
O irmão da paciente afirma que, ao tomar conhecimento da situação, encontrou a irmã e o sobrinho bastante debilitados e decidiu levá-los ao hospital, mesmo contra a vontade do marido. Na unidade sanitária, ambos foram diagnosticados com anemia e necessitam de transfusão de sangue.
Contactado pela Rádio Comunitária GESOM, o homem negou ter impedido o tratamento por motivos religiosos. Segundo explicou, a principal dificuldade era a longa distância entre a sua residência e o hospital, bem como a falta de recursos financeiros para custear a deslocação.
O caso está a suscitar debate sobre o acesso aos cuidados de saúde, o impacto das crenças religiosas e a responsabilidade na proteção da vida de mulheres e crianças.( Rádio comunitária GESOM)
