O ntigo deputado da Assembleia da República e ex-administrador de Vilanculos, Galiza Matos Jr., “partiu a louça” durante a sua intervenção na Sessão Plenária da Conferência Nacional de Quadros da FRELIMO, ao defender uma postura mais firme do partido contra os seus membros envolvidos em actos de corrupção.
Na sua intervenção, Galiza Matos Jr. pediu “mão dura” contra os membros corruptos, alertando para o r!sco de a FRELIMO passar a ser rotulada como um “partido de corruptos”.
Segundo o antigo deputado, o partido deve inspirar-se no modelo chinês de responsabilização e tomada de decisões relativamente aos seus membros envolvidos em actos de corrupção, defendendo a aplicação de medidas mais severas.
“É grave o que acontece no INSS. Parece que ali há mel”, afirmou Galiza Matos Jr., numa crítica directa aos casos de corrupção e aos membros que, segundo ele, se envolvem em práticas ilícitas.
Matos Jr. foi ainda mais longe ao questionar a evolução dos casos de rapt0s no país. O quadro da FRELIMO considerou que há aspectos que devem ser analisados e explicados relativamente à redução dos rapt0s, uma vez que, segundo argumentou, se trata do mesmo partido que continua no poder.
“Como é que, de um mandato para outro, os raptos pararam?”, questionou Galiza Matos Jr., defendendo uma análise mais profunda sobre as causas da redução destes cr!mes.
Na mesma intervenção, o antigo deputado abordou também a questão da exploração e comercialização do ouro produzido em Moçambique. Propôs que, à semelhança do que acontece em países como o Gana, o Zimbabué, a África do Sul, entre outros, Moçambique não permita que todo o ouro extraído no país seja exportado em bruto.
Galiza Matos Jr. defendeu que o ouro produzido em Moçambique seja vendido ao Banco de Moçambique, de modo a contribuir para a constituição de reservas de ouro nacionais e para o reforço das reservas bancárias do país.
Segundo as suas estimativas, num horizonte de dez anos, a acumulação dessas reservas poderia permitir a Moçambique encaixar cerca de 2 mil milhões de dólares norte-americanos, valor que, segundo referiu, corresponde aproximadamente ao montante associado às chamadas dívidas ocultas.
A intervenção de Galiza Matos Jr. colocou, assim, na mesma mesa três questões que considera fundamentais para o futuro da FRELIMO e do país: o combate interno à corrupção, a necessidade de esclarecer a redução dos raptos e a transformação da riqueza mineral, particularmente o ouro, em reservas e activos estratégicos nacionais.
Fonte Livenews48
