Carta aberta ao conselho constitucional questiona saída da governadora de Gaza

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Adriano Nuvunga defende que o mandato de Margarida Mapandzene Chongo pertence ao povo de Gaza

O activista pan-africano de Direitos Humanos, Prof. Adriano Nuvunga, dirigiu uma carta aberta à Presidente do Conselho Constitucional, Lúcia da Luz Ribeiro, na qual questiona a saída de Margarida Mapandzene Chongo do cargo de Governadora de Gaza.

Na carta, datada de 9 de Agosto de 2026, Nuvunga afirma que a versão oficial aponta razões pessoais e profissionais para a saída da governadora, mas refere a existência de alegações de que ela teria sido pressionada a renunciar.

437.921 votos em causa

Segundo o documento, Margarida Mapandzene Chongo foi eleita como cabeça de lista e obteve 437.921 votos, correspondentes a 78,23% dos votos expressos em Gaza. Os resultados foram validados e proclamados pelo Conselho Constitucional.

Nuvunga sustenta que os votos pertencem aos cidadãos que os depositaram nas urnas e não ao partido Frelimo, defendendo que qualquer alteração ao mandato deve respeitar a vontade popular.

Na carta, o activista pede ao Conselho Constitucional que proteja a soberania popular expressa através do voto e conclui com a afirmação: “se o povo elegeu, o partido Frelimo não pode destituir.”

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