
Pais levaram os filhos para a escola como em qualquer outro dia. Mas o que encontraram foi um cenário inesperado: portões fechados, salas vazias e agentes a ordenar o fim imediato das actividades.
O caso aconteceu no bairro da Malhangalene, na cidade de Maputo, onde um colégio com mais de 10 anos de funcionamento foi encerrado por inspectores da educação, com apoio policial.
Segundo relatos, a decisão surge após queixas de um vizinho que alegava barulho provocado pelas crianças.
A direcção da escola contesta a medida e afirma que o mesmo caso já tinha sido levado ao tribunal em 2023, tendo a decisão favorecido a continuidade das actividades. Ainda assim, agora, uma ordem administrativa terá determinado o encerramento imediato.
O mais preocupante é a forma como tudo aconteceu.
Sem tempo suficiente para organizar a transferência dos alunos, sem diálogo eficaz e com presença de agentes armados, a escola foi obrigada a parar no mesmo dia, deixando crianças e pais sem qualquer solução imediata.
Salas vazias, silêncio no recreio e revolta na comunidade.
A direcção questiona como é possível uma decisão do Ministério contrariar uma sentença judicial já existente, levantando dúvidas sobre legalidade e abuso de autoridade.
Enquanto isso, dezenas de crianças ficam sem aulas e pais enfrentam incerteza.
O caso está a gerar forte indignação e promete novos desenvolvimentos.
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