O regresso de Manuel Chang ao país volta a colocar no centro do debate o escândalo das dívidas ocultas e a responsabilização dos envolvidos.
Do ponto de vista legal, especialistas explicam que já não há espaço para um novo julgamento criminal, uma vez que o antigo ministro das Finanças foi julgado, condenado e cumpriu pena nos Estados Unidos. Ainda assim, isso não significa o fim do caso.
Juristas defendem que o Ministério Público pode avançar com um processo civil, com o objectivo de responsabilizar Chang financeiramente e obrigá-lo a indemnizar o Estado pelos prejuízos causados.
Neste momento, cerca de sete milhões de dólares pertencentes ao ex-governante encontram-se sob controlo da Procuradoria-Geral da República, valor que poderá vir a ser utilizado no âmbito de uma eventual compensação ao Estado.
Há também quem defenda a necessidade de recuperar activos perdidos com as dívidas ocultas, sublinhando que o processo não deve terminar apenas na vertente criminal. Para muitos, é essencial repor aquilo que foi retirado ao país.
Enquanto isso, a chegada de Chang a Moçambique foi marcada por discrição, sem cobertura oficial, embora imagens captadas de forma isolada confirmem o momento.
Paralelamente, as autoridades detiveram cinco indivíduos ligados ao Instituto Nacional de Segurança Social, suspeitos de envolvimento em esquemas de corrupção e desvio de fundos públicos, mostrando que o combate à corrupção continua no radar das autoridades.
O caso Chang volta assim a expor feridas ainda abertas e levanta uma questão central: haverá justiça completa ou apenas parcial?
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