O cenário de tensão no Conselho Municipal da Cidade de Nacala agravou-se esta terça-feira, 31 de Março, com os funcionários e agentes autárquicos a confirmarem a manutenção da greve por tempo indeterminado. Num documento oficial entregue ao Presidente do Conselho Municipal, o colectivo de trabalhadores rejeita as últimas explicações da edilidade e reafirma que as portas da instituição permanecerão encerradas até que as exigências mínimas sejam satisfeitas.
A decisão de manter a paralisação foi tomada por unanimidade após a leitura de uma nota enviada pelo executivo local. De acordo com os trabalhadores, os argumentos apresentados pela presidência não respondem às necessidades profissionais e vitais que têm sido apresentadas em comunicações anteriores, deixando a classe sem alternativas senão o prosseguimento do protesto.
No centro da discórdia está o atraso salarial que já compreende o primeiro trimestre do ano corrente. Os funcionários sublinham que só retomarão as suas funções após o pagamento integral dos ordenados referentes a três meses, exigindo que o montante seja liquidado numa única prestação. Além da questão salarial, o grupo reclama a partilha do protocolo de envio dos processos de aposentadoria para os Serviços Provinciais de Economia e Finanças, como condição para considerar esse ponto ultrapassado.
Sem o dinheiro nas contas e sem transparência nos processos de reforma, as actividades municipais continuarão paralisadas. O Conselho Municipal da Cidade de Nacala ainda não emitiu um pronunciamento oficial sobre este novo posicionamento dos seus colaboradores, que coloca a gestão autárquica sob forte pressão pública e administrativa neste arranque de 2026.
