
O anúncio de um cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão provocou uma reação imediata nos mercados internacionais, levando a uma queda abrupta do preço do petróleo.
Em poucos minutos, o barril de Brent recuou cerca de 17%, fixando-se próximo dos 95 dólares — a maior descida registada em mais de três décadas.
A descida acentuada surge após dias de forte volatilidade alimentada pelo agravamento das tensões no Médio Oriente, uma região estratégica para o fornecimento global de energia. O alívio provocado pelo entendimento entre as duas potências reduziu os receios de interrupções no abastecimento, sobretudo através do Estreito de Ormuz, por onde transita uma parte significativa do petróleo mundial.
Segundo informações divulgadas, o cessar-fogo deverá entrar em vigor assim que a circulação no estreito for plenamente restabelecida. A decisão surge depois de uma escalada militar que incluiu ataques dos EUA à ilha iraniana de Kharg, infraestrutura responsável por cerca de 90% das exportações petrolíferas do Irão.
Nos mercados europeus, o impacto foi igualmente imediato, com os preços do gás natural e dos combustíveis a registarem descidas. Analistas admitem que esta correção poderá refletir-se nos preços ao consumidor, embora de forma gradual e ainda dependente da estabilidade geopolítica na região.
Apesar do alívio momentâneo, especialistas alertam que o contexto permanece frágil. Qualquer novo episódio de tensão poderá voltar a pressionar os preços do petróleo, mantendo os mercados em estado de elevada sensibilidade.