‼️ CARO POVO MOÇAMBICANO SEJEMOS VIGILANTE,🇲🇿

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É com espírito de vigilância cívica que vos falo. Hoje, assistimos a um movimento que se diz “VAMOS”, mas que na verdade quer impedir que outros avancem. Liderado por Mussagy Carlos, este grupo anunciou a intenção de cancelar o registo do partido ANAMOLA e excluí-lo das eleições, sob a acusação de que este “fomenta a desordem social”.


Pergunto-vos: desde quando é que a vontade popular se cala com petições contra adversários? Desde quando é que a democracia se fortalece eliminando quem pensa diferente?


Vamos ser claros sobre o que está por detrás deste teatro político:


1. Não é sobre “ordem social”, é sobre eliminar concorrentes


A ANAMOLA, goste-se ou não do seu estilo, tem conseguido algo raro em Moçambique: mobilizar cidadãos comuns, especialmente os jovens, e dar voz àqueles que se sentem há muito esquecidos. Num país onde a FRELIMO governa há cinco décadas, qualquer força que emerge com capacidade de contestação torna-se imediatamente um alvo.


O movimento VAMOS, ao pedir o cancelamento da ANAMOLA, não está a defender a paz. Está a fazer o trabalho sujo de quem teme perder espaço.


2. A aliança oculta com a FRELIMO


Meus irmãos, é preciso chamar as coisas pelos nomes. A FRELIMO tem todos os instrumentos do Estado nas mãos: a polícia, os tribunais, o Conselho Constitucional. Se quisesse cancelar a ANAMOLA por si só, já o teria tentado fazer. Mas sabe que isso traria custos políticos altíssimos e acusações de ditadura.


Então, o que faz? Usa intermediários. Aparece um “movimento da sociedade civil” – o VAMOS – que não tem assento parlamentar nem expressão popular comprovada, mas que de repente ganha voz para pedir a morte política de um adversário. As palavras usadas (“desordem social como estratégia política”) são as mesmas que ouvimos nos comunicados oficiais. A música é a mesma; só mudou quem canta.


Este tipo de estratégia não é novo. É o velho método de terceirizar a repressão política: usar uma fachada civil para tentar fazer aquilo que o partido no poder não quer fazer às claras.


3. Cuidado com o precedente


Se hoje cancelam o registo da ANAMOLA porque “fomenta desordem”, amanhã qualquer partido que fizer uma manifestação, que denunciar fraude, que incomodar o status quo, será ameaçado com o mesmo destino.


O que está em jogo não é o destino de um partido. O que está em jogo é o direito de todos os moçambicanos escolherem livremente quem os representa. Quando se usa o aparelho do Estado (ou os seus satélites) para eliminar adversários antes mesmo das eleições, a nossa democracia vira fachada.


4. A verdadeira “desordem” que devemos combater


A desordem que verdadeiramente nos preocupa não são os discursos duros da oposição. A desordem que nos mata é:


· a fome que ainda assola muitas famílias;

· o jovem que termina a escola e não tem emprego;

· o dinheiro público que desaparece em contratos duvidosos;

· a justiça que é cega para uns e vidente para outros.


Esse é o caos que devemos combater. Não a existência legal de um partido que ousa dizer o que muitos pensam.


🛑 Conclusão: Fiquem atentos


Caros compatriotas, o movimento VAMOS e o seu líder podem não ter assinado um acordo com a FRELIMO, mas na política, as alianças medem-se pelos efeitos, não pelos papéis. Quando um grupo pequeno e sem base popular decide fazer o jogo de remover adversários do tabuleiro, está a servir os interesses de quem já governa há demasiado tempo.


A nossa resposta, como povo, deve ser clara:


· Não à eliminação de partidos por artimanhas políticas.

· Sim à competição democrática dentro das leis, mas não ao uso da lei para calar opositores.

· Vigilância máxima sobre quem se apresenta como “defensor da ordem” mas age como agente de exclusão.


Que nenhum moçambicano se deixe enganar. A democracia não se constrói com petições contra adversários. Constrói-se com mais participação, mais respeito pelo voto e mais coragem para enfrentar quem realmente ameaça a nossa estabilidade: a concentração de poder e a impunidade.


Que Deus abençoe Moçambique e nos dize discernimento para não confundirmos ordem com silêncio forçado.


Fica a vigilância. 

Este país é nosso 

Salve Moçambique 🇲🇿✊

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