
A anos, por alegado envolvimento no assassinato de Patrice Lumumba, ocorrido há 65 anos.
Lumumba, que foi o primeiro primeiro-ministro da República Democrática do Congo, foi executado por um pelotão de fuzilamento em 1961, num dos episódios mais marcantes da história política africana. Após a execução, o seu corpo foi dissolvido em ácido, tendo restado apenas um dente, que viria a ser devolvido à família em 2022.
De acordo com relatos históricos, o assassinato contou com envolvimento de forças apoiadas pela Bélgica, num contexto de forte tensão política no período pós-independência do Congo. Há ainda indicações de que a CIA terá tido conhecimento ou participação no plano.
Décadas depois, Davignon é o último sobrevivente entre os dez suspeitos inicialmente apontados no caso. Para a família de Lumumba, o avanço do processo judicial representa um momento histórico, sendo visto como um passo importante na busca por justiça e responsabilização.