
Um estudo internacional divulgado no dia 11 de fevereiro de 2026 pelo Silent Spring Institute, e publicado na revista científica Environmental Health, alerta que muitas extensões de cabelo comercializadas no mercado contêm substâncias químicas potencialmente perigosas à saúde.
De acordo com a investigação, alguns dos compostos identificados estão associados a um maior risco de cancro, desequilíbrios hormonais e problemas no sistema imunitário.
O estudo analisou 43 produtos populares vendidos nos Estados Unidos da América, disponíveis tanto em lojas físicas como em plataformas online. No total, foram identificadas mais de 900 assinaturas químicas, confirmando a presença de 169 substâncias diferentes.
Entre os compostos detectados encontram-se retardadores de chama, ftalatos, pesticidas, estireno, tetracloroetano e compostos organoestânicos — alguns deles já associados a casos de cancro e desregulação hormonal. Em 36 amostras analisadas, os investigadores identificaram 17 substâncias ligadas especificamente ao cancro da mama.
O relatório destaca ainda que a maioria dos produtos avaliados, incluindo aqueles rotulados como “não tóxicos”, continha químicos considerados perigosos.
Os autores apontam falhas na regulamentação e na transparência da rotulagem dos ingredientes utilizados na indústria de extensões de cabelo, defendendo maior fiscalização e informação clara aos consumidores.
Fonte Kelven Mídia