
O crime ocorreu na terça-feira, 24 de Fevereiro de 2026, no povoado de Ngomai, Posto Administrativo de Cafumpe. A vítima era filho do primo do indiciado.
Segundo informações apuradas, o homicídio terá sido motivado por suspeitas relacionadas com a morte recente de um bebé de um mês de idade, filho do irmão mais novo do suspeito. A criança teria falecido em circunstâncias consideradas estranhas, um dia após o pai ter recebido uma suposta profecia de um pastor, indicando que alguém na família estaria a prosperar à custa de práticas obscuras envolvendo membros da mesma geração.
Após a morte do bebé, alguns familiares passaram a desconfiar de um primo apontado na referida profecia. Movido por essa suspeita, o indiciado dirigiu-se à residência do primo. No local, encontrou várias crianças a brincar e, sem qualquer confirmação dos factos, começou a agredir o menino de 10 anos, seu sobrinho. De seguida, utilizou uma catana que levava consigo para desferir golpes fatais na região do pescoço e da cabeça da criança.
De acordo com o líder comunitário de Ngomai, Luís Armando Matupe, speaking à Rádio Comunitária GESOM, a família ainda tentou socorrer a vítima, mas devido à gravidade dos ferimentos, o menor acabou por perder a vida a caminho do Hospital Provincial de Chimoio.
Indignados com o sucedido, familiares do menino dirigiram-se à casa do alegado autor do crime e incendiaram quatro residências e todos os bens existentes no local. Posteriormente, deslocaram-se à igreja onde teria sido proferida a profecia, reduzindo também o templo a cinzas. Houve ainda tentativa de agressão ao pastor, situação que não se concretizou graças à intervenção das estruturas do bairro, que desencorajaram actos de justiça pelas próprias mãos.
Após cometer o crime, o suspeito entregou-se voluntariamente às autoridades no posto administrativo de Cafumpe, onde se encontra sob custódia policial, aguardando os trâmites legais subsequentes.