
Um artigo de opinião publicado na coluna “Chibutense”, assinado por Alexandre Chiure, aborda de forma crítica o actual cenário político moçambicano, com enfoque nos partidos da oposição.
No texto, o autor recorda que, passados 36 anos desde a abertura à democracia convencional e a transição do sistema monopartidário, liderado pela Frelimo, para o multipartidarismo, Moçambique registou um crescimento significativo no número de formações políticas. Após a aprovação da Constituição multipartidária, o país chegou a contar com cerca de 20 partidos, dos quais 14 participaram nas primeiras eleições gerais de 1994, incluindo 12 candidatos presidenciais.
Actualmente, segundo o articulista, existem aproximadamente 60 partidos políticos, mas apenas cinco se destacam pela sua visibilidade e actuação no terreno, nomeadamente a Frelimo, Renamo, MDM, Podemos e Nova Democracia.
O autor relata ainda a sua participação recente num debate televisivo que discutia se os partidos da oposição constituem ou não uma alternativa política viável. Durante o programa, afirma ter considerado que, excluindo as principais formações políticas, os restantes partidos têm pouca expressão e impacto, o que gerou desconforto entre alguns intervenientes.
O texto reflecte uma visão crítica sobre a actuação e relevância de parte significativa da oposição moçambicana, defendendo que muitos partidos carecem de representatividade efectiva e intervenção consistente no panorama político nacional.
Fonte Diário de Moçambique 19.02.2026