Investigação revela cobranças ilícitas na CNE e má gestão no sector do desporto

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O Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC) está a investigar um alegado esquema de corrupção na Direcção Nacional do Tesouro, relacionado com o pagamento de fornecedores da Comissão Nacional de Eleições (CNE).


De acordo com as autoridades, um funcionário terá exigido uma percentagem de 10 por cento a cada empresa para autorizar o desembolso de valores referentes a contratos celebrados durante o ciclo eleitoral de 2023–2024. O processo conta, até ao momento, com dois arguidos constituídos.


Paralelamente, o sector do desporto também está sob escrutínio devido a suspeitas de irregularidades no Fundo de Promoção Desportiva (FPD). Os indícios apontam para má gestão de infra-estruturas, incluindo o Estádio Nacional do Zimpeto, bem como para a atribuição de financiamentos com base em afinidades pessoais. Neste caso, cinco arguidos aguardam o desenrolar da instrução processual em liberdade provisória.


A instituição reportou igualmente acções no combate à corrupção no ingresso ao aparelho do Estado. Na província de Nampula, uma funcionária do sector da educação é acusada de cobrar entre 40 mil e 70 mil meticais a cidadãos interessados em obter vagas públicas. Já no sector policial, foram registados cerca de 100 processos relacionados com cobranças ilícitas para ingresso nas fileiras da Polícia da República de Moçambique (PRM).


As investigações continuam em curso, visando responsabilizar criminalmente os envolvidos e reforçar a transparência na gestão da coisa pública.


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